Origem:
A palavra foi originada de um termo
existente no dialeto nórdico, com o significado de gancho (que é a forma
do bico encurvado da agulha utilizada para puxar os pontos), que também
originou croc, que em francês tem o mesmo significado. Ninguém tem a
certeza de quando ou onde o crochê começou. Segundo os historiadores os
trabalhos de crochê tem origem na Pré-história. A arte do crochê, como a
conhecemos atualmente, foi desenvolvida no século XVI. O escritor
dinamarquês Lis Paludan tentou descobrir a origem do crochê na Europa e
fundamentou algumas teorias. A mais provável é a de que o crochê se
originou na Arábia e chegou à Espanha pelas rotas comerciais do
Mediterrâneo. Também há indícios posteriores da técnica em tribos da
América do Sul, que usavam adornos de crochê em rituais da puberdade. Na
China, bonecas eram feitas com a mesma técnica. Entretanto, o autor
afirma que não há evidência concreta sobre o quão antiga é a arte do
crochê.
A origem mais provável vem da técnica de
costura chinesa, uma forma primitiva de bordado que foi difundida no
Oriente Médio e chegou à Europa por volta de 1700. Mas o crochê só
começou a ser fortemente difundido em 1800. A francesa Riego de La
Branchardiere desenhou padrões que podiam ser facilmente duplicados e
publicou em livros para que outras pessoas pudessem começar a copiar os
desenhos. Os trabalhos com a técnica do crochê podem ser realizados com
qualquer tipo de fio ou material. Tudo depende da peça a ser executada:
uma toalha delicada ou uma colcha, um casaco ou um tapete resistente.
Atualmente usa-se a técnica para confeccionar variadas peças, tudo
depende da criatividade de cada um.
A história do Crochê:
O termo "crochê" deriva do vocabulário "croc", que quer dizer "gancho". Como os demais sistemas de fabricação de tecidos, é difícil traçar sua origem porque restaram poucas amostras antigas. Sabe-se que a técnica do crochê, desde o início, foi amplamente difundida pelo mundo todo, pois foram encontradas amostras antigas na China, Turquia, África e Europa, assim como nos EUA e América do Sul. O tecido resultante do crochê tem dois aspectos totalmente distintos: se for trabalhado com linhas e agulhas finas, produzirá um tecido aberto e delicado e muito semelhante à renda. Por outro lado, se forem utilizadas linhas e agulhas grossas, o tecido resultará espesso e firme. Este ultimo tipo é o mais conhecido. Os chineses utilizavam para confeccionar gorros; os turcos chapéus e os escoceses gorros e capas pesadas que eram utilizados pelos pastores - ai o crochê ficou conhecido como "trico de pastor". Este tipo mais compacto de crochê continua desfrutando de grande popularidade nos dias de hoje para confeccionar múltiplas peças de vestuário como, por exemplo, suéteres, casacos, jaquetas, meias e gorros. É, também, útil para fazer tapetes, mantas exales que proporcionam maior proteção contra o frio.O tecido de crochê pode ser trabalhado em peças planas ou em anéis, que podem se transformar em tecidos tubulares e medalhões.
Vitória - A Rainha
A ilustre rainha Vitória da Inglaterra, foi a mulher
responsável por afastar o país da obscuridade econômica por meio das
embarcações. Durante a Grande Fome
Irlandesa em 1840, a coisa ficou feia para as classes mais baixas. O cultivo da batata ficou escasso e milhares
de pessoas estavam morrendo de fome. Em
uma tentativa de estimular a economia, freiras e instituições de caridade
começaram a ensinar crochê gratuitamente para quem quisesse aprender, de modo
que eles pudessem produzir algo de valor para vender e talvez se aquecer. Houve um problema: o crochê era mais
barato e mais rápido de fazer do que as outras tramas, como bordados e rendas
de bilros, por isso foi considerado comum e indesejável. As mulheres da Irlanda ficaram com uma
abundância de rendas, mas pouco mercado para isso.
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Rainha Vitória da Inglaterra
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Em um dos capítulos dessa
história, rainha Vitória foi presenteada com uma renda de crochê, e uma situação
inusitada ocorreu, a rainha não só aceitou a renda, mas começou a utilizar de
imediato, inserindo as rendas crochê nos
status de moda da época. A partir
deste fato, as senhoras burguesas se cobriram dos pés à cabeça com essas
rendas, e até mesmo senhoras da classe média poderiam pagar por um colar ou um
adorno.
Tornou-se tão popular que um motivo de crochê poderia
ser trocado por favores de senhoras da nobreza.
Isso teria sido extraordinário
o suficiente, mas a rainha Vitória resolveu aprender a fazer crochê.
Alguns até acreditam que o crochê ajudou a lidar com a
dor da morte de seu marido.
Nos Estados Unidos, na época em que as famílias pioneiras lá se fixaram, havia grande escassez de lã nova; assim, aproveitavam sobras de lã usada para fazer medalhões multicoloridos. Estes eram unidos, como patchwork, para confeccionar mantas, tapetes e xales. Este tipo de crochê continua ainda muito popular. Conhecidos como "quadrados da vovó" ou "quadrados afeganes", esses medalhões de cores vistosas podem ser usados para confeccionar roupas e também bolsas.O crochê é uma arte antiga e manual que revela muita criatividade. É feito com a agulha e linha e a partir disso cria-se outras peças. O crochê tem entrado até no mais alto nível de costura, muitas griffes estão usando esse artesanato.
Ensinada nos conventos, a arte predominantemente feminina se tornou um
dos passatempos favoritos das damas das classes abastadas. Já no século
19, o crochê deu origem a uma verdadeira indústria em lugares como
Irlanda, Inglaterra e França – um boom que se deve, em parte, à rainha
Vitória, adepta da moda dos tecidos com esses bordados de cheios e
vazios durante seu reinado. Com a Primeira Guerra Mundial, o crochê
entrou em declínio e caiu no esquecimento durante praticamente todo o
século 20, ficando relegado a grupos seletos de entusiastas.
Hoje, o trabalho manual que não requer nada além de agulha, linha e
treino volta a fazer história e ganhar reconhecimento. Com a crescente
valorização de tudo o que é artesanato, o crochê vem sendo redescoberto
pelas novas gerações, adentrando lares espalhados pelo globo. Com ar
descontraído, divertido e colorido, a tendência toma atualmente Paris,
com muitos produtos vindos da África do Sul. É possível encontrar nas
lojas e nas feiras de rua da Cidade-luz itens diversos, de cobertores
com tom familiar a delicados vasos elaborados com fios de telefone –
claro, usando o trançado do crochê.
Um objeto feito com suas próprias mãos é uma das maiores honras que podem ser dadas !
Fonte: http://crochetvolution.com/archives/spring-2012-archives/crochet-in-history-queen-victoria
e Wikepédia!